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Recentemente,
Dom Pedro Brito Guimarães, bispo de São Raimundo Nonato realizou uma viagem
missionária de 15 dias ao Timor Leste. O objetivo foi acompanhar o trabalho
missionário desenvolvido por sete Irmãs brasileiras que trabalham naquele país.
Durante esses dias de visita, Dom Pedro acompanhou de perto, as atividades
desenvolvidas pelas religiosas e fez uma avaliação daquilo que foi proposto a
cada uma delas. Este projeto de cooperação missionária começou no ano de 2000 e
terminará no próximo ano, com possibilidade de renovação, talvez com um outro
formato.
Segundo Dom Pedro, o Timor Leste foi
descoberto em 1512 e nasceu quase ao mesmo tempo em que o Brasil.
Assim como em nosso país, lá também já existia uma população nativa.
Os portugueses habitaram aquele território de 1512 a 1515, mas
apenas em 1850, quase 500 anos da presença portuguesa é que foi
fundado o 1º colégio, até então ninguém havia estudado. A partir
desse período, nasceu a necessidade de uma língua com regras
gramaticais, mas até hoje, uma palavra serve para explicar muitas
coisas. A língua não possui uma estrutura moderna e o país conta com
26 dialetos. Mesmo com a dominação portuguesa não existe na
população local traços característicos dos lusitanos, são todos
quase iguais do ponto de vista da cor e dos traços bio-fisicos.
De acordo com ele, em 1975, três dias após sua
independência de Portugal, que aconteceu de maneira consensual, a
Indonésia invadiu o país. A partir de então, impôs a sua língua,
dividiu a cultura da população, protegeu um grupo e criou uma
divisão entre eles, que ainda hoje é muito sentida. A ilha (país),
foi “dividida” em duas partes, de um lado o Timor Leste e do outro
Timor Oeste que hoje é da Indonésia. A dominação da Indonésia durou
até 1998 quando foi realizado um plebiscito, que desagradou muito
aos indonésios. Nessa época eles queimaram praticamente todo o país.
Os helicópteros sobrevoaram as regiões jogando gasolina e ateando
fogo nas casas. Por isso o título de um livro de uma jornalista
brasileira: “Queimado,
queimado, mas agora nosso!”
Na
fuga, muitas pessoas idosas, crianças e deficientes físicos ficaram
para trás e morreram. Foi uma situação terrível e hoje eles contam
isso com magoas, muitos ainda têm trauma disso. Nesse ato, eles
(indonésios) mataram 400 mil pessoas, mas muitos fugiram para as
montanhas e ficaram escondidos por 5 anos. Diante de toda essa
barbárie, os timorenses ficaram desprotegidos e o restou do mundo
demorou a saber do acontecimento, pois a Indonésia não divulgou.
Algumas notícias chegaram bem depois, através de alguns
guerrilheiros que se organizaram, (dentre eles Xanana Gusmão, líder
guerrilheiro, que mais tarde foi presidente). A partir de então, a
Organização das Nações Unidas (ONU) determinou, e eles tiveram que
deixar o país. O Brasil foi um dos participantes da força
internacional de paz, chefiada por Sérgio Vieira de Melo, que já
morreu numa emboscada no Iraque. Hoje a presença da ONU é marcante.
Ainda
de acordo com a narrativa de Dom Pedro Brito, 2006 foi realizada uma
eleição, o lado derrotado não se conformou com o resultado e houve
uma grande rebelião entre os timorenses, então, as casas foram
requeimadas ou queimadas novamente. Tudo isso tem repercussão na
vida do país, pois, o mesmo é muito pobre e ao mesmo tempo muito
rico, pois possui petróleo, gás natural, vários biomas, uma
vegetação bonita e terra é fértil.
Confira algumas fotos:
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Via
São Raimundo - A Informação Precisa com Seriedade
Proibida Reprodução
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